Um, dois, três… silêncio.

Um dia feliz é igual a dois dias de alegria.

Dois dias de amor são iguais a três de temor.

Três dias de solidão são iguais a quatro dias de ilusão.

Há algo simples e ao mesmo tempo profundo no silêncio. O espaço que o silêncio tem é tão amplo quanto o infinito não limita. O silêncio tem cor, mas ninguém pode dizer a cor que o silêncio tem, pois cada silêncio tem a sua cor. Cada pessoa tem uma cor de silêncio. Há silêncios escuros. Há também silêncios claros. O tom que o silêncio tem não pode ser dito por ninguém, pois quando dizemos a cor do nosso silêncio este torna-se audível. E não há silêncio no som. Há silêncio entre o som, mas não o há no som. Sem pausa não haverá silêncio para o som.

Quanto ao espaço do silêncio esse é algo indefinível. Eu posso vê-lo, mas também posso passar um dia inteiro a vaguear por ele sem o perceber. Mas então… engraçado! Se percebermos, quanto mais andarmos pelo silêncio menos silencioso ele fica. O silêncio deve ser curto então? Sim, o silêncio é curto. Senão não seria verdade que quanto mais prolongar o silêncio mais perturbado ficará aquele que não o quebrar.

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