O dia passou por nós.

O dia passou, foi passando como quem não quer ser visto. Deixou de lado o que não queria tocar. Partiu para a ala dos que não podem sentir.

O tempo passou e esqueceu-se dos que não queria mais ver, guardou os que não queria entender. Prendeu os que não queria mais saber à espera de não ter que os receber na intimidade do seu ser.

Mais tarde, próximo de terminar, o dia não sabia a quem mais o ouvido dar. Ouviu o silêncio da solidão e sentiu a ausência da presença e da pressão. A sensação de ter junto a si o peso da presença de alguém. De um ser que faça confrontar a si e em si o que não podemos ver sozinhos em nós.

O dia acabou, a noite espalhou-se, o silêncio das criaturas da noite cessou e a pressão do dia dissipou.

 

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