As linhas que criamos.

Sobre as linhas que criamos uns entre os outros, uns para outros e outros em relação a uns. As linhas que nos separam. Sobre as linhas que nos definem ou que achamos que assim nos fazem. Achamos que somos essas linhas que nos dividem, que nos separam, para depois sentirmos que somos assim e assim, como a linha que ali está, até à linha que ali termina.

— Eu sou daqui até ali — disse ele.

Eu sou a linha que me separa daquele e daquele outro lá.

A linha que nos separa dali até aqui é a linha que nos liga a ti, a mim e àquele que está mais ali. As linhas que nos ligam daqui até além, são linhas que também nos juntam por fim e ainda bem. Mas porque a linha que nos une sempre acaba por separar alguém, não há linha que una e que não separe também.

Finalmente continuamos a traçar a linha que nos separa daqui a mais alguém, seguindo a linha que um dia nos juntou e que num outro dia juntou outro alguém a mais quem. Separando assim, esse bem que surgirá sem dúvida além, acompanhado de uma nova linha, também.

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