Claro, clarinho.

Foi então claro, clarinho, que eu pensei que talvez não haja tanta coisa assim que eu sei. Não foi claro, clarinho, entender que quando olhei para aquele livro percebi logo de instante o que ele estava a tentar contar.

Foi menos claro, clarinho, entender a mensagem que no outro dia aquele senhor vestido de verde me estava a tentar passar.
As vezes acordo com a impressão que vejo e entendo tudo claro, clarinho, mas é tão claro entender que nem tudo é clarinho, claro como eu entendo ser.

Um dia vi uma explicação escrita no quadro, o giz estava claro, clarinho, mas o que as palavras me diziam não. Assim tão claro, clarinho, não entendi quanto as palavras são. Pois se dizem que o são, assim tão claro, clarinho, porque então não o entendem as pessoas não. Pois quando li, claro, clarinho, aqui não passarão, vi claro, clarinho, três Marias a correr no serão.

Claro, clarinho, é escura a injustiça. Pois se é claro, clarinho, que muitos chegam lá, também o é os que não. Pois que não chegar é claro, clarinho, também muitos não o veem com tanta clareza isso bem. Pois claro, clarinho, é o que quase ninguém vê que de claro, clarinho, só a incerteza tem.

 

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