Jangada.

Foi assim que ele parou de olhar para ela.

Como quando não há mais nada a dizer depois de uma torrente de emoções que nos colhe e leva-nos, como enxurrada, a desaguar num oceano mais profundo do que o fôlego nos permite aguentar. Foi só ali, quando ele parou, ao olhar para a profundeza do mar, percebeu que não mais haveria de voltar, à corrente enérgica e alegre do rio onde antes descera a encosta. Lá ele tinha margens para se agarrar, tinha onde se equilibrar, algumas boas para descansar. Agora restava apenas a imensidão do oceano que é bravo e gelado.

Quanto maior o mar que queremos navegar, menor será a jangada que teremos para remar, contra as manobras que o destino nos leva a enfrentar.

 

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