Gostar

No nada é criado aquele todo que nada tem de valor por si.

Dizia ele que não gostava disto – prefiro aquele que me sabe melhor – mas isto que ele não escolhe foi escolhido por outros para deleite pessoal. Diziam todos assim, que das coisas que gostamos guardamos memórias de afetos que ninguém nos pode convencer do contrário. E em meio de tanta coisa que gostar, há outras tantas para odiar. A verdade, das ditas verdadeiras, é que gostar é mais fácil que passar ao lado. Gostar é coisa do eu que gosta de si. Odiar portanto seja coisa daquele que se odeia. Faz algum sentido então. Mas dizem as pessoas que talvez não é bem assim. Pois dizem que o mau da fita é assim porque nasceu ruim. Fica sempre aquela confusão na cabeça de pensar por que forma haveria alguém de fazer mal. Mas falávamos de gostar, de gostar mais de morangos que kiwis. Porque não gostamos todos do mesmo? Assim talvez não haveria tanta variedade, iríamos todos à mesma cividade e compraríamos todos a mesma necessidade. Pois quando as há muitas, dizem, não há nada que os satisfaça.

Desses tantos gostos que parece que os há mais que aos pecados, comamos todos lambuzados porque não sabemos se amanhã haverá mais.

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