Mal

Olá estranho. Tu que és estranho, que és o outro, não te vejo bem e isso incomoda-me. Quando não vemos o que vem aí sentimos o quê?

Medo?

Medo!

Não acredito que aquele seja igual a mim. Não há nada nele que me diga que sim.

Será?

Não sei!

O outro que não é meu, é uma outra coisa, o estranho. Ele é estranho! Porque é tão estranho? O que sinto quando vejo algo estranho?

Medo?

Sim!

Quem vem lá? Alguém. Alguém que não sei o nome. Ouvi dizer, quando criança, que não se deve falar com estranhos. Porquê? Porque eles podem fazer mal. Porquê? Porque as pessoas fazem mal umas as outras. Porquê? Sei lá, as vezes querem fazer mal. Alguém lhes fez mal? Talvez. Então será que se o estranho te fizer mal é porque alguém lhe fez mal antes? Talvez. Porquê? Não sei.

O que podes fazer?

Não sei!

Se vires um estranho a fazer mal, já sabes que provavelmente alguém lhe fez algum mal. O que vais fazer? Vais fazer-lhe mal também? Talvez. Porquê? Porque tenho medo. Vais fugir? Talvez. Porquê? Para que ele não me faça mal. O que podemos então fazer para que menos pessoas façam mal? Tens que sentir o quê quando vires um estranho?

Medo?

Não!

Então? Não sei o que fazer. Não sabes? Não. Estás com medo? Talvez. Bem…

Não faz mal.

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