Repetição.

Repetir aquilo que ainda não entendi como se faz. Errar até perceber o que tenho que melhorar. Saber que o erro é conquista também. Despertar para o valor do que dizem ter falhado. Conquistar a alegria para tentar, mesmo sabendo que provavelmente não irei atingir aquele tão almejado patamar.

Repetir, repetir outra vez. Não é essa a realidade do nosso dia afinal? Repetir, tentar, muito provavelmente falhar. No entanto é só quando não desisto de falhar que, um dia talvez, poderei acertar. Digo talvez porque não sei. Não sei se acertei, nem muito menos quando irei acertar.

Repetir o paço, repito a ação. Repito, repito, repito, mas fica sempre uma sensação de não dito, não feito. Porque repetir, dizem, é monótono. No entanto não deixo de pensar que não será isso afinal que fazemos mais uma vez? Tanto repetimos aquilo que não queremos ver quanto repetimos aquilo que gostamos de sentir para saborear aquele conforto do familiar. Tipo lugar seguro da sensação, aquele que sabemos quase com certeza como vai ser a seguir.

No entanto dizem da repetição que esta vem como tudo, vem por bem, vem por mal. Quando por bem vira cliché, quando por mal é vicio.

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