Olhos nos olhos e ali está à minha frente. Eu sentado, nervoso, parece que nunca me sentei numa mesa com alguém. Não sei o que espero, não sei o que espera de mim, não sei qual é a intenção daquele encontro. Sei apenas que eu fui lá com uma esperança. Sair daquela solidão.
Sinto a garganta a apertar, aquele nó que me asfixia que me faz sofrer, a minha alma grita ao mesmo tempo. Mais tarde, quando está só, ela chora.

– A conversa foi maravilhosa – disse – Nem vi o tempo a passar.
– Sim, realmente – disse eu – Foi óptima.

Afastamo-nos com um aperto de mão, sinto-me livre, leve.
Não! Aperta! Volta a apertar, estou a sufocar. Dói! Dói!

– Eu ouvi o que disseste, mas… eu não entendo… Quem és tu afinal? – disse eu.
– Eu sou assim, eu falo de mim sem o menor problema, não tenho nada a esconder. – disse.
– Não? Eu continuo sem saber quem és realmente… mas… fica comigo!

A rua está cheia de gente, o povo grita, grita…
– Eu não entendo.

John V.

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