Palavras para quê

Perdido nas palavras, um lugar onde sempre acabo por chegar.
Um lugar confuso, reviravolta de ideias, e as palavras a voar como folhas ao vento, folhas que atravessam longas distâncias, tal como as aves migratórias que vão para o sul em busca de um lugar melhor, mais certo.
Palavras vãs, vagas, palavras soltas, sem sentido, com sentido, mais que um sentido até. Palavras fazem sofrer, fazem sorrir, chorar, olhar, pensar, lembrar, cantar…
Palavras para quê?
Fazer sorrir, naquele lugar, naquele dia, onde tu estavas a olhar para o céu, lindo céu azul, onde descrevíamos com palavras o cenário, com aspecto de quadro de Monet, lindo azul.
Palavras corridas no meio da multidão, gente empacotada dentro de ruas e avenidas, que sobem e descem em direcção a direcções indicadas por palavras variadas, nomes.
Palavras impressas, com pontos e virgulas, fazendo sentido, contando histórias vividas ou não, relatando cenários, belos, feios, claros, escuros, pessoas, até, palavras que descrevem pessoas, pessoas totalmente diferentes, pessoas únicas, descritas com as mesmas palavras.
Palavras, para quê?  

John V.

Woman with a Parasol — Madame Monet and Her Son by Claude Monet
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